Michael Roberts: Para onde vai a economia global?

Apresentação:

Traduzimos mais um texto do economista Michael Roberts, que apresenta as perspectivas para a “recuperação” da economia global, pós pandemia. Para que este texto seja melhor compreendido, precisamos fazer menção a outros textos publicados aqui na revista anteriormente. O texto A atualidade do Manifesto do partido Comunista trás a definição do conceito de forças produtivas e demonstra que, o avanço da tecnologia não implica em crescimento das forças produtivas. Enquanto a serie de textos O que é o imperialismo? Parte 1 e Parte 2 começaram a abordar a destruição das forças produtivas na época da decadência imperialista. Esses temas, embora aflijam os trabalhadores no seu dia a dia, estão muito distantes do debate no interior das organizações operarias. Por isso, vamos sempre fazer revisões para que os conceitos possam ser melhor entendidos.

Roberts trás um debate pouco comum nas organizações que reivindicam a defesa dos trabalhadores, a discussão de como será, em escala global, a década de 20 deste século e os resultados preocupantes de comparações com a década de 20 do século passado.

Além da hipertrofia do capital especulativo, a atual década de 20 também é marcada pelo aparecimento das empresas zumbis, que sobrevivem unicamente graças ao sustento do Estado burguês. Hoje em dia, o programa oficial de partidos e organizações que reivindicam os trabalhadores, ou aquilo que costuma ser chamado de esquerda, defendem intervenção do Estado na economia, seguindo o bordão “precisamos colocar o pobre no orçamento“. Existe até uma mensagem viral nos grupos de zap petistas que diz o seguinte:

Uma constatação que cheguei depois se 5 anos de golpe: Estado mínimo = lucro máximo, para o grande capital. O Estado se exime de fiscalizar, e as grandes corporações ficam livres para maximizar seus lucros.
Retiram-se os direitos trabalhistas, previdenciários, à educação, saúde, cultura e etc.. dos trabalhadores em geral, através de teto de gastos, por 20 anos ou + mas é garantido a remuneração do capital através do pagamento de juros pelo Bacen..

Autor desconhecido

É possível entender, que a citação reflita o descontentamento com a politica econômica, mas ela esta errada, a primeira parte contradiz a segunda, pois esse entendimento, esta equivocado quanto ao papel do Estado burgues. Entende Estado, como um animal sem sexo, sem orientação de classe social , como explica Trotsky

O governo moderno nada mais é do que um comitê para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa. ” Nesta fórmula sucinta, que os dirigentes social-democratas desprezavam como um paradoxo jornalístico, encontra-se, na verdade, a única teoria científica sobre o Estado. A democracia idealizada pela burguesia não é, como pensavam Bernstein e Kautsky, uma casca vazia que se pode, tranqüilamente, encher sem se importar com o conteúdo. A democracia burguesa só pode servir à burguesia. O governo de “Frente Popular” dirigido por Blum ou ChautempsCaballero ou Negrin é tão somente “um comitê para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa”. Quando este comitê se sai mal em seus negócios, a burguesia expulsa-a do poder a pontapés.

https://cienciadostrabalhadorespt.com/2021/11/12/a-atualidade-do-manifesto-do-partido-comunista-prefacio-a-primeira-edicao-do-classico-de-marx-engels-publicada-na-africa-do-sul/

Certamente que seria, não defendemos que um trabalhador que queira lutar por melhores salários, tenha que primeiro, ler o manifesto do partido comunista, mas aqui é uma revista teórica, que pretende discutir teoria, ainda que reflita a teoria com a realidade do dia a dia dos trabalhadores, para realmente entendermos a realidade dos trabalhadores, precisamos primeiro entender o que esta sendo dito. As coisas precisam ficar claras e isso é um problema em toda a ciência, veja por exemplo a biologia, os nomes das espécies são cunhadas em latim para que não haja contradição e que todos os pesquisadores do mundo possam entender de qual espécie se trata, outro exemplo é a química onde existe a IUPAC , uma agencia responsável pela nomenclatura dos compostos químicos, veja aqui um acidente espacial causado porque a equipe não convencionou corretamente, qual sistema de unidades deveria usar. Então, por qual motivo na discussão politica poderíamos adotar termos sem rigor e cuidado?

Negar o caráter de classe do Estado burguês é negar a perseguição politica.

Vejamos alguns exemplos concretos, caso adotemos a designação Estado mínimo, estaremos deixando escapar o papel do Estado como aparato repressor, logo quando o Estado legitima ataques ao preço da mão de obra, imediatamente precisa compensar tomando medidas de repressão aos trabalhadores, veja aqui uma discussão sobre o problema da perseguição politica. Vejamos que na principal nação imperialista, temos uma queda das condições de vida do trabalhador e, ao mesmo tempo, um aumento da população carcerária. Seria coincidência? Discutiremos essa hipótese em outra oportunidade.

Estado Mínimo, onde?

A maioria das grandes economias opera com altas taxas de endividamento, sobrando pouco espaço para aumentar os investimentos, mesmo no Brasil de Bolsonaro, um pais semicolonial agroexportador, agora em dezembro, houve uma forte desoneração da folha de pagamento para 17 setores que mais empregam . A ideia é que pagando menos impostos estes setores possam empregar mais, porem isto gera aperto nas contas publicas e como explica Michael Roberts:

Ao limpar o processo de acumulação de tecnologia obsoleta e capital falido e pouco rentável, a inovação de novas empresas poderia prosperar. Schumpeter viu esse processo como quebrar monopólios estagnados e substituí-los por empresas inovadoras menores. Em contraste, Marx viu a destruição criativa como a criação de uma taxa de rentabilidade mais alta depois que os pequenos e fracos foram devorados pelos grandes e fortes.

https://thenextrecession.wordpress.com/2021/11/19/whither-the-global-economy/

Logo o Estado protege empresas da concorrência. Impede a sua eliminação, faz com que empresas privadas recebam dinheiro publico, mesmo sendo empresas com baixa produtividade, um caso comum aqui no Brasil é o problema do agronegocio, que não aceita a mudança do índice de produtividade da terra, que esta defasado em quase meio seculo. Protegendo fazendo pouco produtivas. Isso não é o Estado deixar de intervir na economia , é o Estado protegendo empresas.

Esse debate esta diretamente ligado ao problema da automação, veja no texto automação e revolução de Pierre Lambert , como a automação e o avanço da tecnologia atingia os trabalhadores na década de 60, porem existe uma questão. Muita gente acha que o avanço da tecnologia , representa um eterno folego para o capitalismo, discutimos em A atualidade do Manifesto do partido Comunista que isso não é verdade e que a tecnologia também se volta contra a classe trabalhadora, porem não é possível para a burguesia abandonar a mão de obra humana, pois o trabalho humano é a única mercadoria que uma vez consumida gera riqueza.

Colocar o pobre no orçamento, mas qual orçamento?

Colocar o pobre no orçamento, mas qual orçamento? Este orçamento sufocado pela emenda constitucional dos teto dos gastos e da regulamentação fiscal? O mesmo orçamento, que esta submetido a sagrada escritura do tripé macroeconômico, meta de inflação, contensão dos gastos públicos e cambio flutuante? Meta de inflação ficou para trás a muito tempo, como foi explicado aqui , contensão dos gastos públicos, essa sempre foi uma forma de legitimar a entrega de patrimônio publico via privatização, como colocar o pobre no orçamento com essa regulamentação fiscal vigente(Emenda Constitucional 95, Lei da Responsabilidade Fiscal e etc)?

O problema do cambio flutuante

O Cambio flutuante é hoje um sumidouro de dinheiro brasileiro para o mercado especulativo. Nada disso interessa ao povo trabalhador.

O proprio Michael Roberts em entrevista a revista Ciência dos Trabalhadores publicada como ebook(comprar aqui), sugeriu um caminho mais interessante.

Primeiro, deve haver controles de capital e um monopólio
estatal do comércio. Fluxos especulativos de capital estrangeiro devem ser bloqueados. As exportações e importações devem ser controladas pelo Estado.
Inevitavelmente, isso ameaçaria a livre circulação de capital para que o capital estrangeiro desaparecesse parcialmente.
Um governo socialista continuaria a desapropriar empresas estrangeiras em
setores-chave, bem como entidades empresariais locais e introduzir um plano de
investimento e produção. A força da moeda seguiria – como acontece na China.

Diante de todos esses problemas econômicos, que antes de serem resolvidos, precisam ser diagnosticados e nem isso hoje é debatido pelas direções do movimento operário, com esse texto pretendemos introduzir o debate sobre as perspectivas de medidas econômicas que um governo, que reivindicasse os trabalhadores, deveria tomar, quando teremos um governo assim e, ainda mais, como teremos um governo assim? Um governo que revogue todo o entulho do golpe de 2016, atenda as demandas que o PT deixou de atender em seus 13 anos , por conta da profissão de fé no marco institucional vigente , que em outras palavras, seria melhor definido como , a defesa dos contratos com o imperialismo. Principalmente a reforma agraria. Realmente não temos condições de discutir neste texto, mas temos condições de tentar entender o cenário global. Neste marco limitado, acreditamos, que esse texto ajuda bastante.

Com a palavra Michael Roberts.

Para onde vai a economia global?

Por: Michael Roberts

Como está indo a recuperação global após a pandemia covid? O consenso econômico é que as principais economias estão se recuperando rapidamente, impulsionadas pelo aumento dos gastos dos consumidores e do investimento corporativo. O problema à frente não é o retorno ao crescimento econômico sustentado, mas o risco de uma inflação mais alta ou duradoura nos preços de bens e serviços que poderia forçar os bancos centrais e outros credores a elevar as taxas de juros. E isso pode levar a falências entre empresas altamente endividadas e, em seguida, um novo colapso financeiro.

Enquanto esse risco estiver claramente lá nos próximos dois anos, haverá realmente uma recuperação sustentada do crescimento econômico nos próximos cinco anos? Vamos nos lembrar das previsões oficiais. O FMI calcula que até 2024 o PIB global ainda estará 2,8% abaixo de onde pensava que o PIB mundial estaria antes da queda da pandemia. E a perda relativa de renda é muito maior nas chamadas economias emergentes – excluindo a China, a perda é próxima de 8% do PIB na Ásia e de 4-6% no resto do Sul Global. De fato, as previsões para o crescimento médio real do PIB anual em praticamente todas as principais economias são para um crescimento menor nesta década em comparação com a década de 2010 – que eu chamei de Longa Depressão.

Parece não haver evidências que justifiquem a alegação de alguns otimistas tradicionais de que o mundo capitalista avançado está prestes a experimentar uma década de 2020 rugindo, como os EUA brevemente fizeram na década de 1920 após a epidemia de gripe espanhola. A grande diferença entre as anos 1920 e 2020 é que a queda de 1920-21 nos EUA e na Europa eliminou o “deadwood” de empresas ineficientes e pouco lucrativas para que os fortes sobreviventes pudessem se beneficiar de mais participação de mercado. Assim, depois de 1921, os EUA não só se recuperaram como entraram em uma (breve) década de crescimento e prosperidade. Durante os chamados 20 anos, o PIB real dos EUA subiu 42% e 2,7% ao ano per capita. Nada disso está sendo previsto agora.

E a razão é clara pela teoria econômica marxista. Um longo boom só é possível se houver uma destruição significativa dos valores de capital, física ou por desvalorização, ou ambos. Joseph Schumpeter, o economista austríaco da década de 1920, seguindo a deixa de Marx, chamou isso de “destruição criativa”. Ao limpar o processo de acumulação de tecnologia obsoleta e capital falido e pouco rentável, a inovação de novas empresas poderia prosperar. Schumpeter viu esse processo como quebrar monopólios estagnados e substituí-los por empresas inovadoras menores. Em contraste, Marx viu a destruição criativa como a criação de uma taxa de rentabilidade mais alta depois que os pequenos e fracos foram devorados pelos grandes e fortes.

É verdade que, depois de cair 35% no ano passado, os lucros corporativos globais apresentaram uma grande recuperação este ano e estão a caminho de terminar o ano pelo menos 5% acima de sua tendência pré-pandemia. Mas, se for certo, isso se manteria em contraste com o PIB real global, que permaneça 1,8% abaixo de sua tendência pré-pandemia.

Esse aumento nos lucros estimulou alguma recuperação do investimento produtivo (capex), talvez levando a um aumento de 5 a 10% em 2021. Mas os economistas do JP Morgan acham que isso pode ser de curta duração, pois sua ferramenta de previsão sugere uma queda no investimento “apesar do forte crescimento dos lucros”.

A diferença acentuada entre o crescimento dos lucros e o crescimento do investimento produtivo é um indicador-chave de que a década de 2020 não será como a década de 1920 para os EUA ou em outros lugares. Há duas razões fundamentais: primeiro, a baixa rentabilidade contínua (por isso significa lucros relativos ao investimento total nos meios de produção e na força de trabalho); e segundo, alta e crescente dívida corporativa e outras. Para evitar uma queda como 1920-21 ou 1929-32, na Grande Recessão de 2008-9, governos e bancos centrais reduziram as taxas de juros a zero e durante a queda do COVID se somaram à política monetária fácil com enormes programas de estímulo fiscal. O resultado é que não houve limpeza de “deadwood” corporativo. De fato, as chamadas empresas zumbis (onde os lucros não são suficientes para atender aos custos de empréstimos) ainda estão aqui e em número crescente.

Ascensão dos zumbis (dados bis)

Eu mencionei a ascensão dos zumbis em muitas ocasiões antes neste blog. Mas há novas evidências para apoiar a causa dessas empresas zumbis. Dois economistas marxistas argentinos, Juan Martin Grana e Nicolas Aguina, apresentaram recentemente um excelente artigo sobre empresas zumbis, intitulado, uma perspectiva marxista e minskyana sobre empresas zumbis. Veja esta gravação do YouTube de 22.36 a 42.30. https://www.youtube.com/watch?v=4GWUkbGaD-U. Grana e Aquina mostram empiricamente que

  • 1) essas empresas zumbis aumentaram em número desde as décadas de 1980 e
  • 2) a causa não é o custo crescente ou o tamanho de sua dívida, mas simplesmente porque essas empresas têm taxas muito mais baixas de lucro da produção, forçando-as a emprestar mais. Então zumbis são um problema melhor explicado pela teoria marxista, não pela teoria minskyeana.(Nota de Ciência dos Trabalhadores teorias minskyanas são referentes ao ecomomista pós kenesiano Minsky ver aqui)

De fato, devido à baixa rentabilidade do capital produtivo na maioria das grandes economias nas duas primeiras décadas do século XXI, os lucros do capital produtivo têm sido cada vez mais desviados para investimentos em ativos imobiliários e financeiros, onde os “ganhos de capital” (lucros com aumentos nos preços das ações e dos imóveis) têm proporcionado lucros muito maiores. Nas últimas duas décadas, o aumento dos valores dos ativos veio principalmente de aumentos de preços, e não de poupança acumulada e investimento. A McKinsey (veja abaixo) estima que um pouco menos de 30% do crescimento do patrimônio líquido em termos absolutos foi impulsionado por novos investimentos, enquanto cerca de três quartos foi impulsionado por aumentos de preços. Isso é ganhar dinheiro com dinheiro e não com a exploração do poder de trabalho. Portanto, esses ganhos são ou às custas daqueles que vendem com prejuízo; e/ou potencialmente ‘fictícios’ como eventualmente os ganhos não serão realizados se o setor produtivo deve mergulhar.

De acordo com um novo relatório do McKinsey Global Institute, dois terços do patrimônio líquido global (ou seja, o valor de mercado de ativos menos dívida) são armazenados em imóveis e apenas cerca de 20% em outros ativos fixos. Os valores dos ativos (imobiliário e financeiro) são agora quase 50% maiores do que a média de longo prazo em relação à renda global anual. E para cada US$ 1 em novos investimentos líquidos, a economia global criou quase US$ 2 em novas dívidas. Os ativos financeiros e passivos mantidos fora do setor financeiro cresceram muito mais rápido que o PIB, e em média 3,7 vezes o investimento líquido acumulado entre 2000 e 2020. Embora o custo da dívida tenha diminuído acentuadamente em relação ao PIB, graças às taxas de juros mais baixas, os empréstimos elevados ao valor produzido “levantam questões sobre exposição financeira e como o setor financeiro aloca capital para investimento”.

Os preços mais altos dos ativos representaram cerca de três quartos do crescimento do patrimônio líquido entre 2000 e 2021, enquanto os novos investimentos representaram apenas 28%. O valor dos ativos corporativos e do patrimônio líquido divergiu do PIB e dos lucros corporativos na última década. Desde 2011, o total de ativos reais corporativos cresceu como uma média ponderada em 61 pontos percentuais em relação ao PIB nos dez países. Mas os lucros corporativos que sustentam esses valores diminuíram um ponto percentual em relação ao PIB em nível global.

McKinsey está preocupado que esse aumento do nível de especulação em ativos não produtivos financiados por mais dívidas possa se tornar desagradável. “Estimamos que o patrimônio líquido em relação ao PIB poderia diminuir em até um terço se a relação entre riqueza e renda voltasse à sua média durante as três décadas anteriores a 2000. Avaliando cenários que incluem essa reversão do patrimônio líquido ao PIB, uma reversão dos preços da terra e rendimentos de aluguel para os níveis de 2000, e um cenário em que os preços da construção se moveram em linha com o PIB desde 2000, descobrimos que o patrimônio líquido para o PIB por país diminuiria entre 15 e 50% entre os dez países-foco.” Em outras palavras, um colapso financeiro e patrimonial.

Agora, alguns economistas tradicionais têm argumentado que a diferença entre rentabilidade e investimento é enganosa porque as corporações têm investido cada vez mais no que são chamados de “intangíveis”. Os intangíveis são definidos de forma variada como investimento em direitos de propriedade intelectual para software, publicidade e branding, pesquisa de marketing, capital organizacional e treinamento. Esses investimentos não custam quase tanto quanto investir em fábricas, escritórios, plantas, máquinas etc (ativos tangíveis) e ainda assim proporcionam muito mais lucro e produtividade. Ou assim diz o argumento.

Nos últimos 25 anos, McKinsey descobriu que a participação dos intangíveis no crescimento total do investimento corporativo foi de 29% em comparação com apenas 13% em tangíveis. A OCDE informou em 2015 que os ativos intangíveis esperavam retornos de 24%, a maior taxa entre as categorias de ativos produzidos.

Mas aqui está o problema. Apesar de o comércio digital e os fluxos de informação terem crescido exponencialmente nos últimos 20 anos, os intangíveis ainda são apenas 4% do patrimônio líquido. Eles não são decisivos para fornecer maior investimento entre as corporações nas principais economias. Ativos fixos e estoques são seis vezes maiores.

Ainda é o caso de que o que importa é o investimento em ativos produtivos tangíveis. Como diz McKinsey: “Nossa análise confirma que os superávits operacionais brutos, que são o valor gerado pelas atividades operacionais de uma empresa após a subtratação dos salários, aumentam juntamente com um pool crescente de ativos produzidos, que são ativos resultantes da produção, incluindo máquinas e equipamentos e infraestrutura, bem como estoques e valores”. Quanto maior o valor dos ativos produzidos, mais cada trabalhador em uma economia contribui para o PIB, ou seja, maior produtividade do trabalho.

Mas a rentabilidade dos ativos produtivos tangíveis vem caindo. Então, como McKinsey diz: “Se uma empresa investe, digamos, US$ 1 milhão em novas máquinas, o valor de operar essa máquina para produzir um widget vai superar o valor da terra sob a fábrica onde as máquinas se sentam? Se um indivíduo investe em imóveis alugados, alguma melhoria no imóvel para aumentar o aluguel valerá a pena em comparação com simplesmente esperar pela valorização do preço de mercado?” Só por isso, um rugido 2020 não é provável.

Publicado por Chico Bernardino

Militante Petista e Perseguido Politico

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