O problema da Frente Única Anti-imperialista uma Resposta a Rodrigo Silva: “A Russia é imperialista?”

A presentação:

O companheiro Rodrigo Silva em sua conta no Medium escreveu um texto recente intitulado –A Russia é Imperialista?– . A emergencia do tema é obvia, vidas estão sendo perdidas, familias estão sendo destruidas, crianças estão sendo abandonadas, a revolta com esta guerra é o mínimo, porem a função desta revista é esclarecer as coisas e não limitar-se a simples indignação.

Ciência dos Trabalhadores esta fazendo uma serie com o titulo -o que é o imperialismo?- e conta com dois textos parte 1 e parte 2, justamente para esclarecer acerca dessa época do desenvolvimento, ou melhor, do apodrecimento do modo de produção capitalista e suas consequencias para o conjunto dos trabalhadores, muitos outros textos estão por serem preparados, cada um tratara de uma característica em particular da época imperialista, por isso, a melhor resposta a Rodrigo Silva seria dada após a publicação destes textos. Contudo, a luta de classes passa por um processo de aceleração, a guerra da Rússia para expulsar de suas fronteiras as bases e a influencia da burguesia imperialista mais importante, a burguesia imperialista dos EUA e as outras burguesias imperialistas menores, alinhadas no quadro da Organização do Tratado do Atlantico Norte tornaram o tema do imperialismo um tema ainda mais urgente, por isso precisamos fazer alguns esclarecimentos.

Nós que defendemos o marxismo, que consideramos que o conceito de imperialismo, fase superior do capitalismo, tenha sido um dos conceitos marxistas mais perseguidos, justamente, por ser este conceito, que estabelece a necessidade urgente de uma revolução, que venha a emancipar os trabalhadores em escala planetária e acabar com a exploração da mão de obra e com a alienação do fruto do trabalhado da classe trabalhadora por parte de um punhado de burgueses. Precisamos nesse momento reafirmar a ciência dos trabalhadores e seus conceitos fundantes, contribuindo assim para o esclarecimento da situação e o estabelecimento da melhor orientação possível para a luta dos trabalhadores em escala planetária.

Nosso metodo de resposta será o metodo que usamos em outras oportunidades, colocando a integra do texto com a formatação de citação usual, aquela com uma linha azul a esquerda, e comentando, opondo os argumentos, quando outros autores forem citados, usaremos citações destacadas, aquelas que ficam no meio do texto, fazemos essa discriminação para melhor entendimento de quem esta lendo. Vamos ao texto:

A Russia é imperialista?

por Rodrigo Silva

Eu vi várias pessoas argumentando que a Rússia é imperialista, mas, até hoje, não vi ninguém usando os critérios leninistas pra isso. É o que eu vou fazer.

Iniciativa louvável do companheiro Rodrigo.

Só dois comentários antes:

– a posição econômica do país no mercado mundial não determina mecanicamente todas as situações políticas. Um país pode ser uma semicolônia e ter colônias (por exemplo, o Marrocos e o Saara Ocidental). Uma nação imperialista pode ser dependente politicamente de outra (por exemplo, Quebec). Etc. Sempre é preciso fazer uma análise concreta da situação concreta.

Até aqui temos acordo, os casos realmente parecem bastante complexos e a situação global também não é simples. Então é normal que exista certa confusão.

Aqui, eu estou usando os critérios leninistas. Não necessariamente eu concordo com toda a análise do Hilferding, que o Lênin popularizou. Principalmente porque, ao contrário da análise tradicional no marxismo, não existe um período de capitalismo de livre-concorrência no século XIX que depois foi substituído por um capitalismo monopolista. O capitalismo sempre foi caracterizado pela existência de monopólios, que sempre concorreram definindo preços. Quem fala muito bem sobre isso é o economista clássico Anwar Shaikh.

Existiria uma contradição entre o marxismo nascente e o marxismo maduro?

Aqui começam nossas divergências com Rodrigo Silva. No inicio do marxismo realmente não existiu uma determinação de um período monopolista, o que é normal, qualquer trabalho cientifico é assim, nem todas as características de um dado sistema são detectadas inicialmente, isso não implica que a detecção da fase imperialista, ligada não a aparição dos monopólios, mas a sua hegemonia, a posteriori, esteja em contradição com o inicio do trabalho de Marx. Trotsky escreveu no prefacio ao manifesto do partido comunista que nós resenhamos aqui

 Para o Manifesto, o capitalismo é o reino da livre concorrência. Referindo-se à crescente concentração do capital, o texto não tira deste fato a necessária conclusão a respeito dos monopólios, que se transformaram na força dominante do capitalismo em nossa época, premissa mais importante da economia socialista. Foi apenas mais tarde, em O Capital que Marx constatou a tendência para a transformação da livre concorrência em monopólio. A caracterização científica do capitalismo monopolista foi dada por Lênin em seu livro Imperialismo, Estágio Superior do Capitalismo.

https://cienciadostrabalhadorespt.com/2021/11/12/a-atualidade-do-manifesto-do-partido-comunista-prefacio-a-primeira-edicao-do-classico-de-marx-engels-publicada-na-africa-do-sul/

Trotsky parece concordar que a caracterização do papel dos monopólios é posterior aos estudos iniciais de Marx e Engels. Plekanov em – a concepção marxista da historia- nos explica que

Em um certo estado de seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em contradição com as relações de produção existentes, ou, o que não é mais que a expressão jurídica disso, com as relações de propriedade no seio das quais se haviam movido até então. De formas de desenvolvimento das forças produtivas que eram, estas relações transformam-se em seus entraves. Abre-se então uma época de revolução social.

Certamente ambas as citações são, aparentemente, consistentes com a afirmação do economista que Rodrigo Silva cita, pois são afirmações de um marxismo maduro e não dos primórdios do marxismo. O que não quer dizer que sejam contraditórias com os primórdios do marxismo, na verdade o que escapa a essa critica é o salto de qualidade que o capitalismo passou no inicio do seculo xx. Contudo, em o manifesto do partido comunista Marx e Engels escrevem:

A burguesia durante seu dominio de classe apenas secular criou forças produtivas mais numerosas e mais colossais que todas as gerações passadas em conjunto

Marx & Engels – Manifesto do Partido COmunista Edições O Trabalho (1998)

Marx e Engels reconhecem assim a força do capitalismo nascente, a sua enorme capacidade, baseada no trabalho coletivo, de transformar a natureza para o interesse da humanidade, ou de parte dela, assim as forças produtivas, que representam tudo aquilo que faz a mediação entre o homem e seus interesses e a natureza, crescem como nunca cresceram. Diante disso, Marx e Engels explicam:

A subjugação das forças da natureza , as maquinas , a aplicação da quimica a industria e a agricultura , a navegação a vapor, as estradas de ferro, o telegrafo elétrico, a exploração de continentes inteiros, a canalização de rios ….que século anterior teria suspeitado que semelhantes forças produtivas estivessem adormecidas no seio do trabalho social?

Logo, é possível entender, o que são as essas enormes forças produtivas criadas no capitalismo e quais os benefícios de unir pessoas para trabalharem coletivamente de forma coordenada.

Marx & Engels explicam que o capitalismo nasce no seio do modo de produção feudal:

Em certo grau do desenvolvimento desses meios de produção e de troca, as condições em que a sociedade feudal produzia e trocava, a organização feudal da agricultura e da manufatura em suma, o regime feudal da propriedade deixam de corresponder as forças produtivas em pleno desenvolvimento. Entravam a produção em lugar de impulsiona-la

a então quer dizer, que o regime feudal, o poder dos reis da monarquia baseada em um forma rural de trabalho, onde a produção era basicamente feita por grupos pequenos de indivíduos trabalhando de forma descoordenada, em dado momento, engendrou uma contradição tão grande em seu seio, que colocava sua própria existência em risco e, essa contradição vinha de sua própria natureza, eram as características intrínsecas do modo de produção que estavam na origem da crise. Será que isso também não pode ocorrer com o capitalismo? É exatamente isso que Marx e Engels explicam;

As forças produtivas de que dispõem não mais favorecem o desenvolvimento das relações de propriedade burguesa

Então sim, Marx & Engels identificam um momento em que as forças produtivas, antes desenvolvidas pela burguesia, voltam-se contra a própria burguesia gerando crises, então existe na concepção marxista , uma virada dentro do modo de produção capitalista. Uma virada que consistiria em uma nova fase do desenvolvimento do capitalismo.

De que maneira consegue a burguesia vencer essas crises

Marx e e Engels explicam

De um lado pela destruição violenta de grande quantidade de forças produtivas

Costumamos chamar essa pratica de guerra e, neste caso, a analise empírica de Michael Roberts implica que o imperialismo precisa de uma guerra ver aqui. Marx e Engels continuam

Por outro, pela conquista de outros mercados e pela exploração mais intensa dos mercados já dominados

A dita globalização é uma confissão do sistema da propriedade privada dos meios de produção de que os mercados mundiais estão todos dominados, não existem novos mercados a serem explorados, o acumulo de lixo ( ver Aquecimento global e a destruição das forças produtivas Ciencia dos Trabalhadores numero 1) denuncia a crise de superprodução, o rebaixamento de nível de vida dos trabalhadores em escala planetária v aqui, faz a mais importante denuncia, que é o aumento do nível de exploração da classe trabalhadora. Portanto, o marxismo, mesmo em sua aurora, já concebia que existiria uma fase em que o capitalismo entraria em contradição com as próprias forças produtivas que ele engendrou, a concepção já existia, poderia ser grosseira e ainda imatura, justamente porque o marxismo é resultado de pesquisa e estudo e não de revelação divina. É normal que teorias cientificas em seus primórdios adotem hipóteses, que depois sejam obrigadas a abandonar, isso não faz uma teoria cientifica pior que outra, isso é próprio do metodo cientifico, mas não foi esse o caso com a formulação do imperialismo como uma fase particular do capitalismo. Assim não é verdadeira a tese defendida por Rodrigo Silva e o economista que ele citou. A concepção de uma época ascendente e de uma época em que o capitalismo estaria decadente esta na origem do marxismo.

Rodrigo Silva negligencia o papel parasita do capital financeiro

Voltemos ao texto de Rodrigo Silva, que trata nas próximas linhas da questão financeira

Além disso, o Hilferding (e o Lênin) deram uma ênfase excessiva ao poder do capital bancário. No caso do Hilferding, isso levou à conclusão reformista de que era só expropriar os principais grupos financeiros, que um governo socialista já teria o controle da economia nas mãos. Os bancos são um componente importante das multinacionais imperialistas, mas não são o principal. Essa teoria do domínio dos bancos levou a outras teorias erradas hoje, como a da financeirização, que é criticada aqui pelo economista marxista Michael Roberts.

Sejamos um pouco mais preciso do que foi Rodrigo Silva, alias o próprio Michael Roberts comenta no artigo linkado por Rodrigo Silva

Mas o que significa o termo “financeramento” e agrega valor à nossa compreensão das contradições do capitalismo moderno e nos guia para a política certa para mudar as coisas? Eu não acho. Isso ocorre porque ou o termo é usado tão amplamente que fornece muito pouca visão extra; ou é especificado de forma a ser teoricamente e empiricamente errado.

https://thenextrecession.wordpress.com/2018/11/27/financialisation-or-profitability/

Lamentavelmente, quando lemos textos e analises de pessoas que reivindicam a esquerda, encontramos este tipo de problema, a falta de rigor com os conceitos, o fato do marxismo não ser classificada pela epistemologia burguesa como uma ciência exata, não os autoriza a tratar os conceitos do marxismo com o lamentável desleixo que tratam e parece que este é o caso de Rodrigo Silva . Mas, afinal de contas, do que Michael Roberts esta reclamando?

O conteúdo da financerização sob estes termos nos leva muito mais longe, especialmente a abordagem Krippner. A definição de Krippner nos leva além da teoria da acumulação de Marx e em um novo território onde o lucro pode vir de outras fontes além da exploração do trabalho.

Michael Roberts esclarece a divergencia que tem com a tal financeirização

Para mim, a financerização é uma hipótese que olha apenas para os fenômenos superficiais da crise financeira e conclui que a Grande Recessão foi resultado de imprudência financeira por parte de bancos não regulamentados ou de um “pânico financeiro”. Marx reconheceu o papel do crédito e da especulação financeira. Mas, para ele, o investimento financeiro foi um fator de contração à tendência de queda da taxa de lucro na acumulação capitalista. O crédito é necessário para lubrificar as rodas do comércio capitalista, mas quando os retornos da exploração do trabalho começam a cair, o crédito se transforma em dívida que não pode ser paga ou em serviço. É isso que a escola de finanças não pode explicar: por que e quando o crédito se transforma em dívida excessiva?

Lenin não faz isso, não é essa a consideração de Lenin acerca do papel dos bancos e do mercado especulativo, não há, em imperialismo fase superior do capitalismo, qualquer hipótese de que o setor especulativo possa existir sem a existência da produção. Rodrigo Silva esta totalmente equivocado. Citemos Lenin, a citação abaixo é extraída do capitulo -O parasitismo e a Decomposição do Capitalismo-

Resta- nos examinar outro aspecto muito importante do imperialismo , ao qual não se tem dado a devida atenção nos estudos precedentes sobre o tema. Um dos defeitos do marxista Hilferding consiste em ter dado, neste campo, um passo atras ao não marxista Hobson. Referimo-nos ao parasitismo caracteristico do imperialismo

Vladimir Lenin -IMperialismo Fase SUperior do Capitalismo – Editora Nova Palavra (2007)

Então existe uma critica ao Hiferding do próprio Lenin em seu livro sobre o imperialismo. Parece que Lenin não apenas popularizou o trabalho de Hilferding como diz Rodrigo Silva, então mais um erro conceitual. Qual seria então essa critica que Lenin faz a Hilferding?

Como vimos, a base economica mais profunda do imperialismo é o monopolio. O monopolio é capitalista, isto é, nasceu do capitalismo e, estando no ambiente geral do capitalismo, da produção mercantil, da concorrência esta em contradição constante com o ambiente geral

a então Lenin identifica a contradição inerente do capitalismo, como para o manifesto do partido comunista o capitalismo é o reino da livre concorrência, uma hora, alguém vence a concorrência e cria o monopólio. Voltamos a Lenin e vejamos como ele entende a relação do capital bancário, o chamado rentismo, e sua relação com o capital produtivo.

O imperialismo é uma enorme acumulação num pequeno numero de paises de um capital-dinheiro que, como vimos atinge a soma de de 100 a 150 bilhões de francos em títulos . Dai o incremento extraordinário da classe, ou melhor dizendo, da camada de rentistas , ou seja, de indivíduos que vivem do “corte de cupons de titulo” estranhos a produção e cuja profissão é a ociosidade

Lenin ressalta que os rentistas são uma camada da burguesia e não uma nova classe, o marxismo divide as classes sociais quanto a posse dos meios de produção e a burguesia é a proprietária dos meios de produção, então os rentistas são uma camada da burguesia. Aqui ja vemos que Rodrigo Silva esta equivocado em sua leitura da obra de Lenin

Continuemos a citação acima

A exportação de capitais, uma das bases econômicas essenciais do imperialismo, acentua ainda mais este divorcio entre o setor rentista e a produção, imprimindo na totalidade do pais, que vive da exploração do trabalho de paises subordinados e das colonias , uma marca de parasitismo

Por todo o capitulo, Lenin reafirma o parasitismo do capital especulativo e do setor rentista, portanto Lenin não considera a existência de um tipo de “ciranda financeira” que possa ser alimentada pelas próprias finanças, mas sim que o setor rentista baseado no traballho, acrescenta ao lucro extraido da exploração do trabalho os lucros do rentismo, assim o rentismo é um parasita. Lenin no capitulo sobre o papel dos bancos fala da interpenetração entre bancos e setor industrial, que nós explicamos aqui, porem nosso próprio texto mereceria uma emenda, pois desconsideramos o fenômeno recente das empresas zumbis, que sobrevivem unicamente do apoio governamental veja aqui, em outros textos , voltaremos a este tema. Diante de tudo isso, a unica conclusão é que a critica de Rodrigo Silva não corresponde aos fatos.

Voltamos a Rodrigo Silva

O papel da Russia e a luta contra o imperialismo

Muitas pessoas, ao negar que a Rússia seja imperialista, estão usando critérios militares. Duplamente errado. Em primeiro lugar, porque a Rússia é a terceira potência militar do mundo, e em segundo lugar porque o critério para definir se um país é imperialista é econômico, não militar, a não ser que esteja sendo usada outra teoria do imperialismo, como a do Max Weber (que colocava qualquer tipo de colonialismo como imperialismo, por exemplo, colocando o Império Romano na mesma categoria dos imperialismo do século XX) ou do Joseph Schumpeter (que achava que o imperialismo era um resquício dos antigos impérios feudais).

Esse trecho da critica de Rodrigo Silva esta perfeito, nada temos a destacar. Salvo que a Russia é a terceira potencia militar, mas passa longe de ser uma potencia econômica

Novamente Rodrigo Silva

Quais eram os critérios do Lênin?

Depois de toda essa explanação Rodrigo Silva começa a explicar o que seria o imperialismo a citação a Lenin abaixo é do texto de Rodrigo Silva, por isso manteremos com a mesma formatação que estamos usando para citar trechos do seu texto

Por isso, sem esquecer o caráter condicional e relativo de todas as definições em geral, que nunca podem abranger, em todos os seus aspectos, as múltiplas relações de um fenômeno no seu completo desenvolvimento, convém dar uma definição do imperialismo que inclua os cinco traços fundamentais seguintes: 1) a concentração da produção e do capital levada a um grau tão elevado de desenvolvimento que criou os monopólios, os quais desempenham um papel decisivo na vida econômica; 2) a fusão do capital bancário com o capital industrial e a criação, baseada nesse “capital financeiro” da oligarquia financeira; 3) a exportação de capitais, diferentemente da exportação de mercadorias, adquire uma importância particularmente grande; 4) a formação de associações internacionais monopolistas de capitalistas, que partilham o mundo entre si, e 5) o termo da partilha territorial do mundo entre as potências capitalistas mais importantes.

Essa é uma citação explicita de um trecho de -Imperialismo fase superior do capitalismo- é a segunda vez que essa citação aparece aqui no blog, a primeira foi no primeiro texto da serie –O que é o imperialismo?– Abaixo retomamos a explicação de Rodrigo Silva acerca das características do imperialismo

1) Monopólios

Aqui nós temos uma lista dos principais monopólios russos, com o valor de mercado e aqui a capitalização dos valores de mercado delas. A Rússia não produz só petróleo como uma Arábia Saudita da vida. O capitalismo russo é mais desenvolvido que dos outros países do antigo grupo dos BRICS, como o Brasil e a África do Sul, ainda está pelo critério da produtividade por hora por trabalhador à frente da China e está um pouco atrás de outros países imperialistas de segunda linha, como Portugal e Grécia.

Nessa parte existe um erro, as definições de imperialismo de Lenin são aplicáveis a época imperialista, claro que existem países imperialistas, que são imperialistas por possuírem mais monopólios relativamente a outros países e não de forma absoluta, Rodrigo Silva tenta comparar a economia Russa com países claramente semi-coloniais, isso é um grave equivoco, o resultado dessa comparação, é que a Rússia não é imperialista , pois o imperialismo é uma época em que a tendência é a concentração em certos países e não a distribuição. Contudo, Rodrigo Silva faz uma aplicação descuidada, não ressalta neste ponto que imperialismo é uma fase do modo de produção capitalista e por isso tem dificuldade de tirar as lições que o conceito permite, o entendimento do companheiro Rodrigo Silva fica então prejudicado. Vejamos agora o que Lenin fala sobre o capitalismo Russo .

No boletim do Instituto Internacional de Estatistica , A. Neymarck publicou os dados mais pormenorizados , completos e susceptiveis de comparação sobre as emissões de titulos em todo o mundo.

Esses titulos a que Lenin se referi, são titulos associados ao mercado financeiro, então essa é uma forma de medir a concentração de um dado pais no mercado financeiro. Vejamos os dados , que são correspondentes a quatro décadas:

Inglaterra 142

EUA-132

França -110

Alemanha-95

Russia-31

os dados estão em bilhões de francos em valores de 1910. Lenin tirar a seguinte conclusão destes dados :

Vê-se imediatamente com que força se destacam os quatro paises capitalistas mais ricos, que dispõem aproximandanete de 100 a 150 bilhões de francos em titulos.

Lenin ainda informa que os quatro juntos tem cerca de 80% do capital financeiro mundial.

Então no periodo pré-primeira guerra era muito dificil dizer que a Russia seria imperialista e curiosamente os quatro paises, que estavam a frente da Russia, são os mesmos quatro grandes lideres da OTAN, como o imperialismo tende a concentração e, esta concentração apenas aumentou neste um seculo que nos separa desta analise, como atesta o trabalho da revista FORBES, por este critério a Russia não pode ser considerada imperialista.

2) Capital financeiro

A Rússia tem uma participação relativamente baixa no mercado financeiro, o que é uma herança do período soviético. Mesmo assim, a participação é maior do que da Itália, Portugal ou Grécia, pelo critério da capitalização em proporção ao PIB.

o próprio Rodrigo Silva constata então que a Russia não pode ser imperialista, pois não esta nem de longe comparável aos quatro grandes paises da lista da FORBES

3) Exportação de capitais

A exportação de bens de capital russa é maior do que a da Itália e EspanhaAqui tem um histórico dos investimentos diretos no exterior feitos pela Rússia entre 1994 e 2021, com os países que mais recebem.

A Rússia é muito conhecida por seus bilionários que investem fora do pais v aqui, informa matéria em O Globo, que esses bilionários perderam 39 bilhões em apenas um dia, após o inicio da ação militar na Ucrânia e a maioria das sanções estão atingindo intensamente esse grupo, o que os coloca em linha de choque contra Putin. Esse fato levanta claramente a hipótese de que a ação militar de Putin tenha sido defensiva, pois não esta, de imediato trazendo vantagens para sua “burguesia nacional”. O termo burguesia nacional foi posto entre aspas por motivos que explicaremos em outro lugar.

4) Associações monopolistas

A Rússia criou a Comunidade Econômica Euroasiática para manter a sua influência econômica nos antigos países da URSS, e está associada com a China na Nova Rota da Seda.

Estamos na época do imperialismo, praticamente todos os paises possuem alguma associação monopolista em algum campo.

Países, não imperialistas não estão impedidos de terem suas associações monopolistas, inclusive porque o imperialismo acaba com a livre concorrência, mas não extingue a concorrência, como comentamos em texto traduzido do Michael Roberts, onde ele comentar acerca da concorrencia entre grupos monopolistas.

5) Divisão do mundo entre as potências

Além da disputa de influência na área da antiga URSS (que é o motivo do conflito interimperialista de agora), a Rússia tenta se projetar no Oriente Médio (SíriaIrã etc) e Venezuela.

Argumento lamentável, parece teoria da conspiração, a OTAN expande seu domínio sobre o mundo todo, os EUA tem a moeda de transações internacionais.

Rodrigo Silva esta totalmente descolado da realidade, vejamos aqui os resultados da  International Initiative for the Promotion of Political Economy (IIPPE) realizada em 2021 , esta é uma conferencia de economistas, em sua maioria marxistas empíricos, ou seja , que estudam os números do mercado econômico mundial, o trabalho de Michael Roberts apresentado nesse evento demonstrou os valores que os países semicoloniais pagam de tributo aos países imperialistas, que segundo Michael Roberts .

Os países imperialistas são os mesmos “suspeitos habituais” que Lênin identificou em sua famosa obra, o Imperialismo, há cerca de 100 anos. Nenhuma das chamadas grandes “economias emergentes” está fazendo ganhos líquidos no comércio ou investimentos – na verdade, são perdedores líquidos para o bloco imperialista – e isso inclui a China. De fato, o bloco imperialista extrai mais valor excedente da China do que de muitas outras economias periféricas. A razão é que a China é uma enorme nação comercial; e também é tecnologicamente atrasado comparado ao bloco imperialista. Assim, dado os preços de mercado internacionais, perde parte do valor excedente criado por seus trabalhadores através do comércio para as economias mais avançadas. Esta é a explicação marxista clássica da “troca desigual” (UE).

Outro economista Jonh Smith fez um trabalho diferente, indo alem das trocas comerciais desiguais, amplamente vantajosas aos paises imperialistas, Jonh Smith considerou também o nivel de exploração nos paises semicoloniais

Os trabalhadores do Sul Global(Nota de C&T esse termo é usado para designar os paises semicoloniais) tiveram seus salários impulsionados abaixo até mesmo dos níveis básicos de reprodução e isso permite que as empresas imperialistas extraam enormes níveis de valor excedente através da “cadeia de valor” do comércio e das marcações intra-empresas globalmente. 

Rodrigo Silva chega as suas primeiras conclusões, depois de sua equivocada analise dos critérios leninista

Isso é o que podemos dizer a partir dos critérios leninistas. Eles não devem ser aceitos acriticamente. Por exemplo, o Lênin já falava em outros graus intermediários entre colônia, semicolônia e país imperialista.

Não mesmo, essa afirmação contradiz a afirmação de que a época imperialista implica em uma grande concentração de capitais nas mãos de poucos, que é um fenômeno reconhecido e que gera em diversos países as chamadas medidas anti-truste, que discutimos na parte 1 da seria “O que é o imperialismo?” . Neste sentido, o comentário do economista Michael Roberts nos esclarece sobre a Russia

E a Rússia não é uma super potência, econômica ou politicamente. Sua riqueza total (incluindo mão-de-obra e recursos naturais) está muito abaixo da liga em comparação com os EUA e o G7.

Nos fatos a Russia sofreu por décadas com a pilhagem imperialista , como repercutimos aqui e aqui . Voltando aos resultados a IIPE-2021, conferencia internacional dos economistas. Vemos que os resultados deste evento reafirmam o quanto Rodrigo Silva esta errado, resumiremos a analise deste evento na citação abaixo.

A grande esperança da década de 1990, promovida pela economia do desenvolvimento que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) logo se juntariam à rica liga até o século XXI, provou ser uma miragem. Esses países permanecem também rans e ainda são subordinados e explorados pelo núcleo imperialista. Não há economias de classe média, no meio do caminho, que poderiam ser consideradas como “sub-imperialistas”, como alguns economistas marxistas argumentam. O rei mostra que o imperialismo está vivo e não tão bem para o povo do mundo. E a distância entre as economias imperialistas e o resto não está diminuindo – pelo contrário. E isso inclui a China, que não se juntará ao clube imperialista.

https://thenextrecession.wordpress.com/2021/09/30/iippe-2021-imperialism-china-and-finance/

Frente Única anti-imperialista

O imperialismo é a força mais poderosa do planeta, é dos salões acarpetados, que, primeiramente a burguesia Estado-Unidense e depois a burguesia anglo-franco-alemã decide o futuro do planeta e os níveis de exploração a que vão submeter os trabalhadores. Diante disso, diante destes resultados empíricos expostos acima voltamos ao texto de Rodrigo Silva para avaliarmos suas conclusões

Rodrigo Silva escreve:

No mundo de hoje, eu diria, que a cadeia imperialista é: EUA — imperialismo europeu (que tem interesses parcialmente contraditórios com as burguesias alemã, francesa e inglesa- imperialismos de segunda linha (por questões geográficas, os imperialismos russo e chinês são imperialismos de segunda linha que cumprem o papel de potências regionais — por enquanto, a China está se projetando internacionalmente), subimperialismos (Brasil, África do Sul, Índia etc., países dependentes mas associados ao imperialismo), países capitalistas dependentes (= industrializados), semicolônias e colônias.

É até difícil responder esse trecho, devida ao tamanho absurdo, não existem essas gradações em uma época de superconcentração de capitais a distância entre as potencias e os países dominados é cada dia maior, como vimos acima. Contudo, frente a esta afirmação fora da realidade, somos obrigados a ser enfadonhos e repetir a citação acima

A grande esperança da década de 1990, promovida pela economia do desenvolvimento que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) logo se juntariam à rica liga até o século XXI, provou ser uma miragem. Esses países permanecem também rans e ainda são subordinados e explorados pelo núcleo imperialista. Não há economias de classe média, no meio do caminho, que poderiam ser consideradas como “sub-imperialistas”, como alguns economistas marxistas argumentam. O rei mostra que o imperialismo está vivo e não tão bem para o povo do mundo. E a distância entre as economias imperialistas e o resto não está diminuindo – pelo contrário. E isso inclui a China, que não se juntará ao clube imperialista.

https://thenextrecession.wordpress.com/2021/09/30/iippe-2021-imperialism-china-and-finance/

O que não podemos resolver com essa caracterização é a visão de que o imperialismo é uma característica de meia dúzia de países e que qualquer contraponto a eles é válido.

Aqui esta o problema, o imperialismo é justamente uma característica de meia dúzia de países, na verdade são quatro países(EUA, Inglaterra, Alemanha e França), o que reflete a superconcentração e a tendência ao monopólio, esses países representam o maior poder do planeta, são os responsáveis pelas guerras e pela exploração de toda a classe trabalhadora Mundial. A esse minúsculo grupo de países, ou melhor burguesias imperialistas, detentores do poder econômico, logo do poder politico, é muito difícil opor qualquer resistência. Basta ver o numero de conflitos a que OTAN esteve envolvida nestes 70 anos, que merecem também um artigo a parte. Nesse sentido, Rodrigo Silva não entende a frente única anti-imperialista, que é a unidade dos trabalhadores contra as forças das principais burguesias imperialistas. Essa unidade da classe trabalhadora, por muitas ocasiões deve defender inclusive ex-agentes do imperialismo, que por resolverem opor resistência limitada ao imperialismo caem em desgraça frente a este mesmo imperialismo, esse é o caso de Putin, essa unidade em hipótese alguma coloca qualquer tipo de dependência dos trabalhadores e suas organizações para com esses agentes, que podem, eventualmente voltar ao posto de agentes do imperialismo.

Voltamos ao texto de Rodrigo Silva

Essa posição não se baseia em nenhum critério econômico nem mesmo militar, como nós vimos, é um instinto primário e revanchista contra os Estados Unidos e a Europa, que existe como um reflexo simplório da situação da Guerra Fria. Nesse caso, não é possível um convencimento, você vai explicar toda a situação e a resposta vai ser “mas o Putin tem que se defender da OTAN” mesmo que a “defesa” implique invadir um país soberano.

Reflexo simplório? O que foi explicado acima ja mostra o quanto Rodrigo Silva esta errado.

Ironicamente, essa visão levou vários partidos comunistas no Canadá, na Europa etc a apoiarem as burguesias dos seus próprios países nas últimas décadas, com o argumento de que era necessário resistir ao imperialismo americano. Nesse caso, trocaram uma análise de classes pela geopolítica, que trata das disputas de poder e território entre Estados. Quem faz isso, necessariamente, vai apoiar quem controla alguns desses Estados, ou seja, a classe dominante deles.

Em quais ocasiões isso aconteceu? Os partidos Socialistas da Europa sempre apoiaram as iniciativas da OTAN, inclusive enviando tropas. Nunca cogitaram a retirada de seus paises desta associação, mesmo quando estiveram no governo. ver aqui , aqui, uma exceção digna de nota esta aqui uma timida nota dos Comunistas Franceses criticando a criação por parte da OTAN de

uma força de reação rápida, identificada como a verdadeira ponta de lança, capaz de mobilizar 800 soldados em 48 horas e até sete mil em uma semana, destaca o PCF em um comunicado.

https://vermelho.org.br/2014/09/09/comunistas-franceses-advertem-sobre-corrida-armamentista-da-otan/

é necessário a sublinhar que essa nota é de 9 de setembro de 2014, vemos que essa força de ação rápida tinha como objetivo:

Precisa o texto que esta força se instalará na Romênia, Polônia e nos países bálticos fronteiriços com a Rússia pela primeira vez após a desintegração da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

A nota do PCF continua

Os comunistas franceses ressaltam o paradoxo de adotar esta posição depois do acordo de cessar-fogo assinado entre o governo da Ucrânia e as repúblicas de Donestsk e Lugansk, o que constitui uma verdadeira oportunidade para pôr fim ao conflito nesse país.

O PCF deseja a suspensão total das operações militares na Ucrânia e a abertura de verdadeiras negociações que levem em conta os interesses de todos os seus cidadãos.

Logo a nota do PCF não pede em hipótese alguma a saida da França da OTAN, apenas aconselha a OTAN a não escalar um conflito, como vimos, nem mesmo essa tímida nota foi ouvida pela OTAN. Então essa acusação contra as organizações dos trabalhadores não procede. A acusação oposta, a acusação de ficar ao lado do imperialismo, parece muito mais pertinente.

Rodrigo Silva continua seu texto

Mesmo que não fosse uma guerra imperialista, seria correto ser contra, adotando o ponto de vista dos interesses dos trabalhadores como um todo (que é o único critério válido para um socialista).

Essa falha na argumentação de Rodrigo Silva encontra resposta também no conhecimento acumulado pela classe operária organizada, citemos abaixo as teses da Internacional Comunista sobre as questões do Oriente

A negativa dos comunistas das colônias em tomar parte na luta contra a opressão imperialista, sob o pretexto de “defesa” exclusiva dos interesses de classe, representa um oportunismo da pior qualidade e que não pode mais que desacreditar a revolução proletária no Oriente. Não menos nociva é a tentativa de manterem-se apartados da luta pelos interesses cotidianos e imediatos da classe trabalhadora, em uma “unificação nacional” ou uma “paz social” com os democratas burgueses. 

https://serviraopovo.wordpress.com/2017/08/19/teses-gerais-sobre-a-questao-do-oriente-v-i-lenin-1922/

Portanto, a pouco provavel aliança dos partidos e organizações operarias as suas burguesias nacionais contra o inimigo externo, sob justificativa do imperialismo, é um erro equivalente ao erro cometido pelo companheiro Rodrigo Silva. Embora Rodrigo Silva o cometa por uma leitura teórica equivocada, resultado da marginalização e perseguição que o conceito de imperialismo, como fase superior do capitalismo tem sido vitima.

Essa não é uma guerra por libertação nacional de um povo (pelo contrário), nem é uma guerra revolucionária para mudar a sociedade.

Retomando aqui, mais uma vez o texto do PCF de 2014, ainda que essa não seja uma guerra clássica de libertação nacional, o motivo explicaremos em outro lugar, não se pode negar o conteúdo de defesa nacional contra a burguesia imperialista mais poderosa e não se pode negar, ainda mais, que esse ataque quebrou os plano de reposicionamento das quatro burguesias imperialistas, esse reposicionamento ficou comprometido e pode abrir uma perspectiva de enfraquecimento do controle exercido pelo partido democrata dos EUA e suas ONGS sobre as organizações operarias em escala global. ver aqui e aqui

O único motivo porque eu entrei na questão da caracterização da Rússia como país imperialista é que essa tem sido a principal desculpa para justificar a invasão, e eu quis mostrar que esse argumento é ridículo.

E fracassou de forma retumbante, pois o argumento não é ridiculo

Para mais uma vez citar o careca:

Após dizer que Lenin estar errado Rodrigo Silva cita Lenin para justificar sua posição anti-leninista.

Do ponto de vista da justiça burguesa e da liberdade nacional (ou do direito das nações à existência), a Alemanha teria incontestavelmente razão contra a Inglaterra e a França, pois ela foi «privada» de colônias, os seus inimigos oprimem incomparavelmente mais nações do que ela, e na sua aliada, a Áustria, os eslavos oprimidos gozam sem dúvida de maior liberdade do que na Rússia tsarista, essa verdadeira «prisão dos povos». Mas a própria Alemanha não faz a guerra pela libertação mas pela opressão das nações. Não cabe aos socialistas ajudar o bandoleiro mais jovem e forte (a Alemanha) a roubar os bandoleiros mais velhos e saciados. Os socialistas devem utilizar a luta entre os bandoleiros para os derrubar a todos.

Realmente não cabe aos trabalhadores e suas organizações ajudarem a qualquer bandoleiro. O que acabe é entender, que a briga entre os bandoleiros eventualmente pode causar crises entre os mesmos bandoleiros e fragilizar sua unidade. A guerra, é em si, algo a ser condenado, os motivos da guerra as forças que disputam e o que esta em disputa é algo a ser entendido e Rodrigo Silva não entende o que esta em jogo, por isso essa ultima citação do Lenin esta totalmente fora do contexto, comparando um pais imperialista a Alemanha , com a Russia , que como vimos, contradiz inclusive os interesses de seus oligarcas com essa ação, o que fortalece que essa tenha sido uma ação defensiva.

Publicado por Emdefesadomarxismo

Somos um grupo de militantes simpáticos ao Partido dos Trabalhadores, que luta contra a perseguição politica sofrida pelo partido e principalmente pelos seus militantes de base. Nós entendemos que, A emancipação dos trabalhadores é hoje e, a cada dia mais, a ultima esperança da humanidade frente a barbárie capitalista. Contudo, a emancipação dos trabalhadores não pode ocorrer sem uma ciência dos trabalhadores , sem entender os seus dias , sem confrontar a teoria marxista , que é a teoria operária com a realidade da classe trabalhadora. Este é o objetivo de Ciência dos Trabalhadores. Existem sim uma ciência Operária , mas essa ciência precisa ser construida e hoje , como no passado a ciência dos trabalhadores é condição necessária para sua emancipação . Como condição necessária , a ciência operária precisa também ser obra dos trabalhadores. Por isso convidamos a classe trabalhadora a se expressar em nossas paginas .

Um comentário em “O problema da Frente Única Anti-imperialista uma Resposta a Rodrigo Silva: “A Russia é imperialista?”

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